A prática fortalece a autoconfiança

A pesquisadora Shadé Zahrai, com PhD e MBA e atuação em temas ligados a comportamento e desenvolvimento pessoal, chamou atenção para uma premissa que costuma limitar decisões pessoais e profissionais: acreditar que confiança é o oposto da insegurança. Para Zahrai, esse pensamento transforma a autoconfiança em uma espécie de requisito prévio para agir, quando, na prática, ela costuma surgir depois da experiência acumulada.

A pesquisadora explicou que o conceito está mais próximo de “autoeficácia”. O termo é usado para definir a ideia de que alguém consegue lidar com desafios porque já enfrentou situações semelhantes. Ou seja, esse senso de capacidade se consolida pela experiência, não pela espera.

No livro “Big Trust”, ela explica que a confiança em si mesmo é construída em quatro dimensões: aceitação das próprias imperfeições, senso de capacidade para resolver problemas, percepção de autonomia sobre a própria vida e adaptação emocional diante de pressão ou incerteza.

Segundo a autora, a confiança oscila de acordo com contexto, desempenho e expectativa. Já a autoconfiança construída pela repetição de experiências tende a permanecer mais estável, inclusive em momentos de dúvida.